No ritmo do Forró!

Olá amigos ouvintes do Rádio Social Clube! Nesta terça, além da Dra. Karina Fortes, que responde dúvidas gerais dos consumidores com o quadro Entendendo Direito (tema de hoje: Aluguel Residencial), também tivemos a presença da banda Atração do Forró, mostrando seus maiores sucessos ao vivo no programa. O Radio Social Clube agradece a presença da banda, cujos fãs não pararam de ligar para o estúdio pedindo mais músicas! O Passeio pela América de hoje falou das peculiaridades da culinária colombiana, com direito a uma deliciosa receita de batata recheada, que em breve estará disponível aqui no blog.

(Ao fundo, a banda Atração do Forró: Dinho, Jurandir, Adriano e Vieira. Na mesa, Alê Morales, Karina Fortes e Roberto Dix)

Amanhã, teremos Saúde e Equilíbrio com a Dra. Marcela Martins falando sobre saúde bucal; Dr. Jurandir falando sobre saúde da mulher; conheceremos mais sobre a Colômbia no Passeio pela América; música ao vivo com Alê Morales; e, apesar de já termos falado sobre o assunto no quadro Consciência Ambiental desta segunda, nunca é demias lembrar: amanhã, dia 22 de Março, é o Dia Mundial da Água. Pensando nisso, o Rádio Social Clube, sempre antenado com a preservação ambiental, lança nesta quarta-feira a campanha do Uso Racional da Água, com o apoio da Universidade Santa Cecília (Unisanta).
O tema desse mês é A Importância da Água.

Muita informação e entretenimento pra vocês. Imperdível!

Fabio Machado - produção

programação da semana de 20 a 24 de março de 2006


Confira na Rádio Social Clube desta semana: Segunda Feira - 20.03: Consciência Ambiental . Terça feira - 21.03: Entendendo Direito • com a Dra. Karina Fortes . Quarta feira - 22.03: Saúde e Equilibrio • com a Dra Marcela Martins . Quinta feira - 23.03: Quinta não governamental • presença da ONG Atitude A . Sexta feira - 24.03: Semeando Cultura • com a Designer Márcia Okida falando um pouco sobre o criador de Tom e Jerry, o que é e como se faz animação e os 65 anos do gato e do rato mais famosos so mundo. E lembramos que o passeio pela América agora é pela Colômbia, não percam!

Passeio pela América - México - As Cores de Frida Khalo

 

No passeio pela américa da semana de 13 a 17 de março na Rádio Social Clube foi a vez de conhecermos um pouco mais sobre o México e, por isso, na sexta-feira em Semeando Cultura, falamos um pouco de Frida Khalo e as Cores de Frida, são muito próximas das cores do meu amado Vincent van Gogh, mesmo que não seja pelo estilo, totalmente diferente, mas pelos sentimentos que ambos colocavam em suas obras. Vi o filme Frida duas vezes, a primeira vez foi em casa, sozinha e no maior silêncio... fiquei apaixonada pelo filme. A segunda, na semana de recepção aos calouros da Unisanta, dentro do debate com alunos de Artes, além de outros professores.

um dos cartazes do filmeMais uma vez me apaixonei pelo filme e pelas imagens. A maneira que a sua história, ou melhor um recorte de sua vida, é contada misturando arte, dor, poesia e tragédia é perfeita. Uma  linguagem onde os cortes curtos e rápidos de cena para cena — ora com imagens de uma mesma sequência lógica, ora usando simbologias misturadas com a realidade — fazem com que nos coloquemos ali, ao seu lado, e em alguns momentos nós é que completamos idéias e sentimentos. O momento em que ela retira o gesso de seu corpo pela primeira vez, é de uma poesia intensa, mistura perfeitamente um movimento de câmera lento para fora - onde o ponto focal principal é uma borboleta que ela havia desenhado eu seu busto engessado - borboleta essa que alça voo para liberdade junto com a câmera e com uma música que começa baixa e aumenta levemente conforme o gesso é retirado. É poesia pura em cinema.

Bem... e as cores de Frida... ah! as cores de Frida são um capítulo a parte. Como já fala lindamente Adriana Calcanhoto na música esquadros: "Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o nome, cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo cores..." A cena que, na minha opinião, representa mais perfeitamente o que são as cores para Frida e como ela as sente é o momento de seu casamento. E por isso sempre me pergunto: por que casar de branco? o branco não possui o amor, a paixão que temos pela pessoa com quem pretendemos viver. Muito menos a alegria de uma vida a dois que esperamos ter, a esperança, o futuro etc. O branco é calmo, tranquilo demais... falta paixão, força... falta tudo. E Frida sabe disso e percebemos isso lindamente quando ela vai se casar. Na cena no momento em que ela se observa vestida de noiva, de branco, ao espelho, uma leve olhada de "rabo de olho" para a sua irmã denuncia o quanto aquela cor está longe de representar o que ela está sentindo naquele momento. Quando entra na sala onde está sendo aguardada para o casamento ao som de mais uma das belíssimas músicas da trilha do filme, é uma noiva que entra na sala, mas uma noiva chamada Frifa Kahlo, uma noiva de vermelho e verde, uma noiva com a força dos opostos que traduz na cor toda sua paixão pela vida e pelo homem, Diego, com quem escolheu viver.

cenas do filme e uma página de seu diárioNa imagem ao lado, montagem de algumas fotos, podemos ver: na na foto maior, ela sentada no colo de Diego no momento de seu casamento. Fica aqui a dica: conheça as obras de Frida Khalo, veja o filme Frida e se apaixone,  pelo filme ou por alguém... E para terminar uma página de seu diário onde ela escreveu sobre como sentia algumas cores e um texto para seu grande amor, Diego, em outra página de seu diário:

página do diário de Frida

"9 de novembro de 1951
Menino-amor. Ciência exata.
vontade de resistir vivendo
alegria saudável. gratidão infinita
Olhos nas mãos e
tato no olhar. Limpeza
e maciez de fruta. Enorme
coluna vertebral que é
base para toda a estrutura
humana. Um dia veremos, um dia
aprenderemos. Há sempre coisas
novas. Sempre ligadas à
antiga existência.
Alado - Meu Diego meu
amor de milhares de anos.
Sadga. Yrenáica
Frida.
DIEGO"
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